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DIA DA ENERGIA: TRANSIÇÃO ENERGÉTICA E A VALORIZAÇÃO DO BIOGÁS

Neste Dia da Energia, 29 de maio, queremos falar brevemente sobre a transição energética e sobre como a valorização do biogás contribui com esse caminho sem volta. Das datas comemorativas do ano, talvez o Dia da Energia seja uma das pautas mais relevantes para comentarmos. Então vamos aproveitar e abrir o diálogo sobre a importância do uso do biogás e de outras fontes de energias renováveis para o futuro do planeta.


As energias renováveis são o meio para um objetivo maior, para manutenção da biodiversidade, redução da marcha do aquecimento global e sobrevivência das próximas gerações. Por isso a importância da Transição Energética e de fontes como o biogás e o biometano, que se consolidaram como soluções que contribuem para a descarbonização de processos produtivos e como vetores de desenvolvimento regional para o alcance das metas globais na redução da emissão de gases de efeito estufa.


DIA DA ENERGIA - 29 DE MAIO

Foi Portugal (1981) que estabeleceu a data de 29 de maio como um dia dedicado ao debate sobre os meios de produção energética e estímulo ao desenvolvimento e aplicação de alternativas sustentáveis ao clima no planeta.


É importante contextualizar, mesmo que de forma breve, a urgência da aplicação em massa de fontes energéticas renováveis, alternativas às fósseis no qual o uso energético e a queima resultam na emissão primordial do gás CO2 (dióxido de carbono), que como resultado direto temos o aquecimento global, agravando o efeito estufa.


O fenômeno intensifica-se pelo desequilíbrio térmico do planeta, consequência das práticas humanas pouco sustentáveis nos processos econômicos e de industrialização, produção energética e desenvolvimento econômico-social.


Grandes pactos globais

O debate é antigo. O planeta está ciente (líderes e comunidade científica) desde o protocolo de Kyoto (1997, Japão), assinado por 84 países na 3ª Convenção das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas, na qual a 1ª meta global foi para redução de 5,2% na emissão de poluentes e gases de efeito estufa (GEE).


O Acordo de Paris foi assinado por 195 países em 2015, para garantir esforços de ao menos 55% dos países do globo para o compromisso também de redução de emissão dos GEE. Países desenvolvidos e subdesenvolvidos se comprometeram com metas específicas para conter o aumento da temperatura terrestre, impedindo o aumento de 2 ºC na temperatura global em relação à era pré-industrial.


Temos até 2030 para frear esse avanço, entretanto, de acordo com recentes notícias veiculadas nos últimos oito anos, a temperatura média global em 2022 alcançou 1,15ºC deste limite estabelecido pela Organização das Nações Unidas (ONU). A Organização Meteorológica Mundial (OMM) confirmou que os últimos oito anos foram os mais quentes já registrados e que 2022 foi uns dos quentes desde então.


E os 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), estabelecidos pela ONU, se configuraram em metas e ações sustentáveis para serem resolvidas até 2030. São grandes os desafios globais como a erradicação da pobreza e a equidade de gênero. Mas, ao analisar os 17 Objetivos, vemos que os meios de produção de energia estão intrinsecamente relacionados, como na ODS 7 de Energia Limpa e Acessível, a ODS 11 com Cidades e Comunidades Sustentáveis e a 13 de Ação Contra a Mudança Global do Clima.




Transição Energética e o biogás

Compreendemos então que a transição energética para uma matriz renovável se faz urgente e necessária, assim como a aplicação em massa de alternativas que promovam a descarbonização de processos produtivos.


A energias limpas como a hídrica, solar, eólica, o biogás e o hidrogênio verde se apresentam como meios energéticos aplicáveis, seguros e cada vez mais viáveis às diversas escalas e demandas locais.


Além de oportunizar a independência energética, com a produção de energia mais perto do consumidor (descentralização energética) ainda estimulam a economia circular, a digitalização de processos, novos modelos de negócios (inovação) e a eficiência energética.


O biogás e o biometano, por sua vez, neste contexto se apresentam como soluções ainda mais transversais e com amplo potencial para descarbonização, com redução e reaproveitamento de resíduos, resolvendo também passivos ambientais e transformando-os em soluções energéticas.


Agora, focado no biogás, relembramos os 17 ODS, para compreendemos como o biogás oferece caminhos que atendem outras ODS que não apenas às destinadas à energia, mas também a ODS 2 para a Agricultura Sustentável, a 6 de Água Potável e Saneamento, a 9 de Indústria, inovação e Infraestrutura, a 12 de Consumo e Produção Responsáveis, a 14 de Vida na Água e a 15 de Vida Terrestre.


Além de promover saneamento ambiental, o biogás é gás "verde” com alto poder calorífico que pode ser utilizado como fonte de energia elétrica, térmica ou purificado à biometano, um gás análogo ao gás natural (origem fóssil).


O Brasil é um dos países com maior potencial de produção de biogás do planeta. Segundo dados da Associação Brasileira de Biogás (ABiogás), o potencial teórico de produção de biogás brasileiro é de 84,6 bilhões de metros cúbicos por ano, o que seria suficiente para suprir cerca de 40% da demanda interna de energia elétrica e 70% do consumo de diesel.


Do aproveitamento de bagaço no setor sucroenergético, aos resíduos de aterros sanitários e de tratamento de esgoto, da transformação dos resíduos da agroindústria, à interiorização de gás no Brasil, do acesso à energia térmica e elétrica para escalas domésticas e industriais, à complementaridade e integração à outras fontes, o biogás é sinônimo de energia.


E neste dia 29 de maio, Dia da Energia, só nos cabe reforçar que investimentos em projetos de biogás são atrativos para o desenvolvimento econômico e socioambiental, por ser um meio energético versátil e transversal, deixando saldos positivos tanto para indústria quanto para os produtores rurais, para o meio que estão inseridos e para o planeta.


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